31.8.09

As dimensões dos peixes correspondem ao comprimento desde a ponta do focinho até á extremidade da barbatana caudal (medida total).

.................................................Por ordem Alfabética:

Espécie- nome vulgar e nome cientifico. medida.
Areeiros (Lepidorhombus spp.)

20 cm

Arenque (Clupea harengus) 20 cm
Atum-Albacora (Thunnus albacares) 3,2 Kg
Atum-patudo (Thunnus obesus) 3,2 Kg
Atum-rabilho (Thunnus thynnus) 70cm / 6,4kg
Azevia (Microchirus azevia) 18 cm
Badejo (Merlangius merlangus) 27 cm
Baila (Dicentrarchus punctatus) 20 cm
Besugo (Pagellus acarne) 18 cm
Bica (Pagellus erythrinus) 15 cm
Biqueirão (Engraulis encrasicholus) 12 cm
Boga (Boops boops) 15 cm
Carapau Branco (Trachurus trachurus) 15 cm
Carapau negrão (Trachurus picturatus) 15 cm
Choupa (Spondyliosoma cantharus) 23 cm
Congro / Safio (Conger conger) 58 cm
Corvina-legitima (Argyrosomus regius) 42 cm
Dourada (Sparus aurata) 19 cm
Enguia (Anguilla anguilla) 22 cm
Espadarte (Xiphias gladius) 125cm / 25kg
Faneca (Trisopterus luscus) 17 cm
Ferreira (Lithognathus mormyrus) 15 cm
Goraz (Pagellus bogaraveo) 25 cm
Juliana (Pollachius pollachius) 30 cm
Lampreia do mar (Petromyzon marinus) 35 cm
Lingua (Dicologoglossa cuneata) 15 cm
Linguado (Solea spp.) 24 cm
Pargo-legitimo (Pagrus pagrus) 20 cm
Pescada Branca (Merluccius merluccius) 27cm
Pregado (Scophthalmus maximus) 30 cm
Robalo-legitimo (Dicentrarchus labrax) 36 cm
Rodovalho (Scophthalmus rhombus) 30 cm
Salema (Sarpa salpa) 18 cm
Salmão (Salmo salar) 55 cm
Salmonete (Mullus surmuletus) 15 cm
Sarda / Cavala (Scombrus spp.) 20 cm
Sardinha (Sardina pilchardus) 11 cm
Sargo (Diplodus spp.) 15 cm
Sável (Alosa alosa) 30 cm
Solha-avessa (Pleuronectes platessa) 27 cm
Solha-das-pedras (Platichtys flesus) 22 cm
Tainha-Garrento (Mugil auratus) 20 cm
Tainha-liça (Chelon labrosus) 20 cm
Tainha-olhalvo (Mugil cephalus) 20 cm
Truta-marisca (Salmo trutta) 30 cm
   
Camarão-branco (Palaemon serratus) 6 cm
Camarão-mouro (Crangon crangon) 5 cm
Caranguejo-mouro (Carcinus maenas) 5 cm
Amêjoa-branca (Spisula solida) 2,5 cm
Berbigão (Cerastoderma edule) 2,5 cm
Choco (Sepia officinalis) 10 cm
Longueirão-curvo (Ensis ensis) 10 cm
Longueirão-direito (Ensis siliqua) 10 cm
Lula (Loligo vulgaris) 10 cm
Mexilhão (Mytilus spp.) 5 cm
Navalha (Pharus legumen) 6,5 cm
Polvo-vulgar (Octopus vulgaris) 0,750 kg

 

 

 

Para que no futuro continue a apanhar peixe é muito importante a preservação das espécies. É sua obrigação a devolução á água em condições de sobrevivência das capturas que estejam a baixo das medidas indicadas. Seja consciente!

 

 Fonte: IGP

 

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27.8.09

Robalo


 

Nome vulgar:Robalo
Nome científico: Dicentrarchus labrax

Família: Moronidae
Ordem:
Perciformes
Meio ambiente:Oceânico
pH:
Profundidade: - 10m Metros
Clima: Temperado.
Temperatura:8 - 24°C;

Robalo

Predador voraz que pode chegar até aos 11kg, e medir cerca de 100cm. Muito frequente nas nossas costas, e penetra com frequência nos estuários; forma cardumes compactos para a reprudução.  Gosta de fundos baixos constituidas-dos por lages(rochas planas e rasas no fundo), e de fundos de areão, preferindo águas agitadas com arrebentação para se alimentar. Existe outra especie de robalo chamada vária ou baila, este ao contrario do robalo comum tem pequenas manchas pretas dispersas sobre o dorso e os flancos

Alimentação

 Pequenos peixes e de uma grande variadade de invertebrados (camarões, caranguejos, lulas, etc...).

Reprodução

de Janeiro a Março. Atinge a maturidade sexual no segundo ano para o macho(23 a 30 cm), e no terceiro ano para as fêmeas(31 a 40 cm).

Isco

Poderá utilizar para sua captura, sardinha, caranguejo, brocha de polvo, lula,  lingueirão, camarão, sardinha, camarão da pedra vivo, casulo, ganso e mexilhão. Podem-se utilizar amostras artificias de peixes de borracha, plástico ou metal para se pescar neste caso ao corrico.

Captura 

As técnicas de pescar o robalo são numerosas, algumas aplicáveis também a outros peixes, com a pesca à bóia, pesca com chumbadinha, surf-casting, pesca à pluma, buldo (bóia de água) e spinning. Há ainda a considerar aquilo a que podemos chamar "regionalismos", pois quase todas as zonas costeiras possuem a sua forma típica de pesca, que no entanto será em principio válida em outros locais. Na pesca em geral, e nomeadamente na do robalo, as condições meteorológicas, o estado do mar, a hora do dia, a altura das marés em função das fases da Lua, tudo é importante. Como em tudo na vida e também na pesca, é a experiência e a forma como estamos apetrechados para enfrentar as dificuldades o principal argumento para o êxito. 

Pesca com bóia ao Robalo

O robalo é um peixe que gosta de de águas oxigenadas, captura as presas nas áreas de rebentação, a pesca com bóia junto das rochas é por isso válida e eficaz. algumas montagens que se podem utilizar nete tipo de captura.

  1. Montagem águas calmas
  2. Montagem mar com ondulação
  3. Montagem com vento forte

Montagem pesca bóia fixa para robalo

 

In: Pesca-pt

 

 

 

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26.8.09

 

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25.8.09

Achigã

Achigã - Micropterus Salmoides


 

Nome vulgar:  Achigã

Nome científico: Micropterus Salmoides

Família: Centrarchidae
Ordem: Perciformes

Meio ambiente: Bento pelágico; não migratória;
pH: 7.0 - 7.5;
Profundidade: - 7 Metros
Clima: Temperado.
Temperatura: 10 - 35°C

Origem

O achigã é originário do sul do Canadá e norte dos Estados Unidos da América e foi introduzido na Europa no final do século XIX. 

Distribuíção Geográfica 

O achigã foi introduzido pela primeira vez em Portugal em 1898, na Lagoa das Sete Cidades, S. Miguel, nos Açores.
No continente, no entanto, apenas em 16 de Fevereiro de 1952, através de um pequeno número de alevins (150), provenientes de uma piscicultura francesa, a Piscicultura de Clouzioux. O Achigã teve uma excelente adaptação e espalhou-se rapidamente por todas as bacias hidrográficas, particularmente a sul do Rio Tejo, sendo hoje  considerado um dos predadores que mais tem contribuído para uma clara diminuição de outras pequenas espécies, nomeadamente nas albufeiras.

Caracteristícas 

Possui um corpo altivo e alongado, uma cabeça grande e de boca larga e com numerosos e minúsculos dentes, justificadamente agressiva, possui um dorso e cabeça de coloração verde escuro ou oliváceo, com flancos dourados, ventre branco, a linha lateral tem uma fiada de manchas castanhas ou negras, bem visível nos adultos e o opérculo tem duas barras escuras e uma mancha preta.  Tem uma barbatana dorsal dividida em duas partes, tendo a primeira raios espinhosos, tendo ainda na boca uma maxila inferior proeminente e mais saliente do que a superior.

Habitat 

Caracteriza-se como um peixe de águas temperadas ou pouco frias, habitando em locais com vegetação aquática nas albufeiras e lagoas, aparecendo também em alguns troços médios e inferiores dos rios, e habitualmente vive solitário ou em pequenos grupos. É uma espécie de superfície não excedendo normalmente os 7 metros de profundidade e que suporta bem as águas salobras.
 Pode medir até 80 cms. e possuir um peso máximo de cerca de 10 kgs., sendo estas medidas mais reduzidas nos exemplares europeus.

Alimentação

O Achigã adulto é um predador muito voraz, alimentando-se preferencialmente de outros peixes e crustáceos e também de insectos aquáticos.
 Os mais novos têm a sua alimentação baseada em insectos, crustáceos e moluscos enquanto que os alevins se alimentam de plancton.

Reprodução 

Durante o período de reprodução, de Abril a Junho, o macho tem um comportamento territorial, protegendo o ninho até os novos terem 3 a 4 semanas de idade. Após este período, permanece em cardumes pouco numerosos durante mais 2 ou 3 meses.
 A desova ocorre quando a temperatura da água atinge os 16 a 18ºC, cada fêmea deposita entre 4.000 e 10.000 ovos em locais de fraca corrente e pouca profundidade, em ninhos feitos pelos machos sobre camadas de pedras, cascalho, areia ou entre raízes aquáticas, ficando os ovos aderentes ao substracto do ninho, o qual é bem guardado e onde procura agitar-se constantemente para melhor oxigenação dos ovos. Após a postura, a companheira é expulsa do ninho, chegando mesmo a ser caçada, podendo ainda o macho atrair outra fêmea.

VTamanho minimo de captura

20 cm

 

Periodo de pesca

Período de pesca - 1 de Junho a 14 de Março.
 

Localização em Portugal

 Barragem de Aguieira, Alvito, Arade, Belver, Bravura, Cabril, Caia, Caniçada, Capinha, Carrapatelo, Castelo de Bode, Coruche, Crestuma Lever, Ermal, Fagilde, Fonte Serne, Funcho, Idanha-a-nova, Machuqueira, Magos, Maranhão, Meimoa, Montargil, Monte da Barca, Monte Novo, Morgavel, Mourão, Mula, Odivelas, Pêgo do Altar, Póvoa e Meada, Rôxo, Santa Clara, Torrão, Toulica, Vale Cobrão, Vale da Gata, Vale do Carrapatoso, Vale do Gaio, Venda Velha, rio Arade, Caia, Degebe, Douro, Guadiana, Leça, Lis, Minho, Sado, Sever, Sorraia, Tâmega, Tejo, Vouga, Xarrama e Zêzere. Também nos Açores e na Ria de Aveiro.

 

 

In: Pesca-pt

 

 

 

 

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24.8.09

“Roendo uma laranja na falésia...” como diz a conhecida canção, hoje em dia pode não ter um final assim tão poético. Uma grande parte da nossa costa, principalmente a Norte do rio Tejo, é constituída por falésias arenosas , rochosas ou mistas, com altitudes médias de 60 metros, e sendo este o ponto de contacto entre a terra e o mar , é fácil perceber as agressões a que estão expostas. Os ventos, a chuva, a descida e subida das marés, a força das ondas, as grandes variações de temperatura, etc., causam o desgaste das rochas e a movimentação das areias. Actualmente em todo o mundo cerca de 80 % das zonas costeiras sofrem um forte processo de erosão, sendo o litoral português um dos que apresenta uma das situações mais graves e instáveis.
 
A situação é agravada pelo facto da costa Portuguesa não possuir grandes defesas naturais, o que causa uma grave movimentação e desaparecimento de areias.
 
"Actualmente em todo o mundo cerca de 80% das zonas costeiras sofrem um forte processo de erosão..."
 
Para além das causas naturais, a acção do homem, como a extracção de areias, obras na orla costeira e a construção de dezenas de barragem em Portugal nos últimos 30 anos, têm uma influencia directa, já que é impedida a passagem de sedimentos para o mar, contribuindo assim para uma maior exposição das falésias, e consequente desgaste das mesmas.
A par com a falta de areia, as alterações climáticas que têm originado uma subida da temperatura média do planeta e causam o derretimento de enormes placas glaciares originando uma subida do nível médio das aguas, é outro factor determinante para a “saúde” da costa Portuguesa e em particular das falésias. Em Portugal o nível médio das águas sobe anualmente em media 1,7 milímetros, o que significa que no final deste século teremos um aumento entre os vinte centímetros e um metro.
Pode não parecer muito, mas se medidas não forem tomadas, esta subida poderá traduzir-se na “morte” da maioria das nossas falésias.
Para nós pescadores , este facto é de uma importância extrema, já que a nossa segurança é posta em causa.
Muitas das falésias de Norte a Sul de Portugal são locais de excelência para a prática da pesca, pois não são raras as vezes que se capturam grandes exemplares nestas zonas. As varias cavidades cavadas na rocha durante anos, são o sitio ideal para a fixação de moluscos e crustáceos , como o mexilhão e o caranguejo. O mar forte que geralmente caracteriza as zonas de falésia, acaba por ser um meio selectivo natural no que se refere á sobrevivência dos indivíduos de cada espécie, pois só os maiores e mais fortes exemplares têm a capacidade de sobreviver ás condições extremas que têm que enfrentar para chegar ao melhor alimento. Por essa mesma razão, muitas vezes inocentemente o pescador arrisca a sua vida ao tentar chegar e pescar no tão desejado “local perfeito”.
Em Portugal há muito a fazer para a protecção da orla costeira, e obviamente no que diz respeito á segurança das pessoas nestes locais, mas enquanto esperamos que as autoridades tomem noção do problema e decidam de uma vez por todas sair do impasse em que nos encontramos, resta-nos ter algumas cautelas quando decidimos pescar em falésias.
O Tipo de falésia
Existem vários tipos de falésia, tanto no que diz respeito ao material de que são compostas (rochas ou areia), como na forma que estas adquirem com o passar dos anos.
Nunca se devem escolher falésias “cavadas”, ou seja em que o topo esteja mais saliente que a base, ou simplesmente entre es dois pontos haja um desgaste mais acentuado. (fig.1)
Neste tipo de falésia é tão perigosos pescar no topo, como na base da mesma. No topo pela obvia instabilidade que este apresenta, já que fica num “vazio” , sem pontos de sustentação.

Na base, pela razão também obvia que no caso de ocorrerem queda de pedras, iremos estar na sua rota.
Geralmente através de uma observação simples, facilmente chegamos á conclusão que não devemos ali estar, já que muitas das vezes são visíveis as fissuras alguns metros atrás do limite da falésia, quer seja em terreno rochoso, arenoso ou misto.
Quando tiver que escolher, opte por um local que lhe pareça mais estável (fig2), mas ainda assim não o deve considerar totalmente seguro, já que é bem provável que existam pedras ou blocos prestes a cair. Observe sempre a base das falésias, de forma a verificar se existem pedras que apresentem sinais de terem caído recentemente, por exemplo pedras com terra ainda agarrada, pequenos pedaços de vegetação, ou se estas apresentam uma cor diferente das restantes.

Fig.1

Fig.2
 
Preparação para a pesca.
Quando decidimos ir á pesca para uma falésia, surgem duas opções, ou pescamos em altura, no topo , ou descemos até ao nível da água, mas em qualquer uma destas situações devemos ter alguns cuidados tanto na preparação de todo o material como na escolha do mesmo. Devido á sua exposição, normalmente as falésias são locais ventosos e frios (por vezes até mesmo no Verão), por isso os cuidados devem começar na escolha do vestuário. O frio aliado ao vento diminui em muito a concentração e a mobilidade do pescador, por isso mesmo deve-se escolher roupas quentes mas que permitam o máximo de mobilidade. Vestir 5 camisolas e depois não conseguir levantar um braço, não é uma boa opção.
O calçado é um dos itens mais importantes, já que é o nosso ponto de contacto com o solo, e a nossa estabilidade muito vai depender dele. O ideal são as botas tipo “montanha” com a sola bem rugosa e “cardada”, mas não demasiadamente rija ao ponto de não se ter qualquer tipo de sensibilidade. Por vezes a rocha húmida transforma-se em autentico gelo, e mesmo com botas a queda é quase certa se houver distracções.
A
escolha do material de pesca varia bastante consoante o tipo de pesca que escolhermos. Na pesca ao fundo, em altura, o material escolhido deve ser robusto, o chamado “material pesado”. As canas devem ser fortes e com tamanhos a cima dos 5m, para que seja possível recuperar o peixe (ou simplesmente a chumbada) sem que este venha a roçar na “parede”, sem haver uma necessidade de nos abeirarmos muito (demasiado) da borda do precipício. Na acção de pesca a cana deve ser mantida sempre numa posição estável de forma a que, se sofrer um forte ataque de algum peixe grande, não haja o perigo da mesma cair falésia a baixo.
O carreto deve ser robusto e com uma boa capacidade de linha e o ideal é ter um bom compromisso força/velocidade. As linhas devem ser fortes e de qualidade. Uma linha madre com o diâmetro 0.40 ou 0.45 dá-nos a confiança necessária para trabalharmos o peixe e recuperá-lo. Quem pesca em altura corre sempre o risco de ferrar um peixe que exceda as capacidades da linha ou até mesmo do carreto ou da cana na hora de o recuperar falésia a cima. Por isso mesmo um instrumento imprescindível é a “rabeca” ou “cesto”. Este é um instrumento feito em rede que se “engata” na linha mestra e depois faz-se deslizar até ao anzol. Com a ajuda da corda que a “rabeca” possui coloca-se o peixe no seu interior e em seguida puxa-se falésia a cima. Assim consegue-se recuperar o peixe sem esforçar cana, carreto e linha.
Outra atenção que devemos ter é a de fazer uma selecção do tamanho do peixe que vamos capturar. Como? A utilização de anzóis te tamanho médio/grande garante, com algumas excepções, que apenas o peixe médio/grande ficará ferrado. E porquê esta selecção? Visto estarmos a pescar em grande altura, (50 , 60 metros) se capturarmos um exemplar a baixo do tamanho permitido, de nada vai servir o acto de o devolvermos ao mar, já que o impacto da queda no mar, certamente que o mata imediatamente ou lhe infringe graves lesões.
Se pelo contrario, optar por descer a falésia para pescar mais junto da água, então aí os perigos são redobrados e os cuidados também devem ser.
De preferência deve-se sempre ir acompanhado. É assustadora a ideia de que no caso de nos acontecer alguma coisa, podem-se passar varias horas ou dias sem que ninguém saiba o local onde estamos. No entanto, se não for possível ir acompanhado, sirva-se das novas tecnologias e faça-se acompanhar de um telemóvel, embora não seja um instrumento muito fiável, pois na maioria dos casos não teremos rede na base de uma falésia (por vezes nem na praia). O melhor mesmo é dizer a alguém o local exacto onde vai estar.
Neste caso devemos escolher um material mais ligeiro, canas mais curtas, carretos mais leves, a fim de facilitar o seu transporte, e visto que vamos pescar ao nível do mar podemos optar por uma pesca mais fina, quer seja á bóia ou ao fundo. Para transportar o material na descida e na subida, que deverá ser unicamente o indispensável, uma mochila grande e cómoda que permita levar tudo no seu interior, incluindo canas telescópicas e baldes de engodo, é de uma grande utilidade, já que permite ao pescador ficar com as mãos livres para se segurar, e proporciona um maior equilíbrio. Existem alguns modelos destas mochilas no mercado. Á noite, as lanternas de cabeça também se revelam muito úteis.

Em certas zonas, como por exemplo no Litoral de Sintra, existem locais que aos olhos do pescador mais comum parecem totalmente inacessíveis, mas não são raras as vezes que alguns dos pescadores locais, grandes conhecedores da zona, se aventuram e arriscam a sua vida para ter acesso aos melhores pesqueiros. Alguns dos precipícios só são vencidos com a ajuda de cordas, que os próprios pescadores colocam no local. Outra prática comum nestas zonas de grandes falésias, é a passagem para as chamadas “Pedras ilhadas”. Estas “pedras ilhadas” ficam geralmente acessíveis durante curtos períodos da baixa-mar, e algumas delas só mesmo em marés de lua. É durante esse curto período de tempo que o pescador passa para a pedra, onde irá ficar isolado, sem acesso a terra, durante a próxima maré, ou seja aproximadamente 12 horas. Geralmente só os pescadores mais experientes se arriscam nestas investidas, pois o grande conhecimento que têm da zona, permite-lhes correr um “risco calculado”... pelo menos o previsível! Também aqui devemos ter o cuidado de fazer uma selecção das capturas, e embora esta possa não passar pela utilização de anzóis maiores, já que podemos capturar peixes de pequeno porte como o carapau, devemos tentar manter o pescado vivo e em boas condições, para que se escolham os melhores exemplares. E porquê? Tendo em conta que no final da pescaria nos espera uma violenta subida da falésia, temos que contar com as limitações de espaço e peso que é possível transportar. Se a pescaria correr bem, é bem provável que no final seja necessário fazer uma selecção do peixe que “vale a pena” guardar. Se tivermos por exemplo 3 sargos de 1kg e 6 tainhas de 500gr, e o espaço e peso já não permita levar todos, é bem provável que se opte pelos 3 sargos, e é nessa altura que se torna importante que o resto do pescado esteja em condições de sobrevivência, para serem devolvidos ao mar.
 

 

 

 

Nota Final.
As falésias embora tenham um aspecto imponente e robusto, são elementos que dependem de um sensível equilíbrio que deve ser preservado. O pescador, por mais pequeno que se sinta diante de uma falésia, deve ter a consciência que os seus actos terão uma acção directa nesse equilíbrio que garante a “vida” da falésia.

Tenha o cuidado de deixar sempre o local limpo, livre de matérias que levarão anos e anos a decompor-se.
O desafio que lhe deixo é simples, limite-se a deixar tudo como encontrou. Será assim tão difícil?

 

Pedro Vieira

In: http://pesca.do.sapo.pt

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22.8.09
Os pescadores de Setúbal e Sesimbra organizam, este sábado, um desfile náutico para exigir a revisão urgente do plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida, cujo atraso, argumentam, está a ameaçar a actividade pesqueira na zona.

Os pescadores argumentam que o plano de Ordenamento do Parque Natural da Arrábida deveria ter sido revisto em 2008, três anos depois de ter entrado em vigor, e que esse atraso de um ano está a ameaçar a actividade pesqueira na zona.

João Cerqueira, da organização do protesto, explicou que o plano afecta sobretudo as embarcações pequenas, porque implica que não possam pescar em várias zonas, ao contrário de barcos maiores.

Os pescadores entendem que o plano, tal como está, prejudica outros sectores de actividade.
Para João Cerqueira, há «todo um potencial turístico da zona que está a ser desperdiçado», bem como «problemas sociais muito graves» provocados pelas limitações na pesca, quer em Setúbal, quer em Sesimbra».

João Cerqueira frisou ainda que os pescadores não são contra o parque marítimo e reconhecem «a necessidade de preservação dos sítios bonitos» da costa, mas defendem que é preciso avançar com medidas como esta de forma a que «os humanos consigam conviver».

O desfile, organizado por associações de representantes da pesca profissional, federações desportivas, clubes navais, empresas da náutica e utentes, visa também mostrar o desagrado em relação a algumas normas, que entram em vigor no domingo, entre as quais a criação de zonas de pesca proibida.

 

Fonte: TSF

 
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Em Peniche só pesquei duas vezes mas a melhor forma de apanhar uns sargos e uns cachaços nesta época de Outubro até Janeiro talvez seja na zona da Papoa a pescar à bóia a engodar com sardinha a iscar com camarão para os sargos e sardinha para os robalos escolha dias de mar manso águas azuis e pesqueiros onde faça feição.

 

 

in: http://pesca.do.sapo.pt

 

 

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